DMRI ou Degeneração Macular Relacionada à Idade é uma doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela nossa visão de nitidez e chamada de mácula. Trata-se de uma doença geneticamente determinada e que afeta, principalmente, as pessoas de pele clara e com idade superior aos 50 anos.

O início da doença e sua gravidade sofrem a influência da exposição ao sol, do tabagismo, hábitos nutricionais e associação com doenças metabólicas e circulatórias como o diabetes e a hipertensão arterial. A preocupação com a DMRI é cada vez maior à medida em que a população apresenta uma expectativa de vida cada vez maior. Isso faz com que a doença afete mais pessoas em idade ainda bastante produtiva. As mudanças da nossa pirâmide populacional farão com que encontremos cada vez mais doentes afetados em nosso meio. Estima-se que, no Brasil, cerca de cem mil novos casos de DMRI se desenvolvam a cada ano, sendo a maior causa de cegueira após os 60 anos.

Existem duas formas da doença: uma mais prevalente e menos grave, a DMRI seca; a outra mais severa, porém menos frequente, a DMRI exsudativa ou hemorrágica.

DMRI SECA

Na DMRI seca, há um acúmulo de proteínas e gorduras conhecidas como drusas. Elas se colocam na camada celular da mácula, provocando sua degeneração. Elas podem, ainda, levar ao descolamento da retina. Cerca de 90% dos pacientes acometidos com DMRI têm a forma seca da doença. A DMRI seca tem progressão lenta e dificilmente leva à perda total da visão. Normalmente, é possível preservar a visão lateral, por exemplo. Em alguns casos, a DMRI seca pode permanecer estável por muitos anos.

DMRI EXSUDATIVA

Esse é um tipo mais agressivo de DMRI. Ela progride rapidamente e precisa de intervenção adequada com agilidade, para evitar a perda da visão. A DMRI exsudativa se caracteriza pela formação de vasos sanguíneos anormais e mais fracos na retina, que podem ocasionar o vazamento de fluido, afetando a mácula, prejudicando assim a visão central.

CAUSAS

As causas da DMRI ainda não são conhecidas. Sabe-se que com o passar da idade acontece uma degeneração que afeta diretamente a mácula, região central e mais nobre da retina, responsável pela captação de imagens centrais e detalhadas que permitem às pessoas enxergar tudo o que está a sua frente, além de possibilitar a visão de cores.

FATORES DE RISCO

Os fatores de risco para a DMRI englobam:

  • Histórico familiar
  • Pessoas caucasianas
  • Idade, sendo que quanto mais velho maior a chance de manifestação. Ocorre geralmente depois dos 60 anos de idade
  • Obesidade
  • Dieta pobre em frutas e hortaliças
  • Tabagismo
  • Doenças circulatórias e metabólicas, como diabetes e hipertensão arterial
  • Exposição aos raios solares

SINTOMAS DE DMRI

  • Perda visual progressiva
  • Turvação e distorções visuais que envolvem predominantemente a visão central
  • Visão com linhas onduladas
  • Necessidade de luz mais brilhante ao ler ou aproximar papel, tela e objetos
  • Aumento da dificuldade em se adaptar a baixos níveis de luz, com ao entrar em um restaurante mal iluminado
  • Redução na intensidade ou brilho das cores
  • Dificuldade em reconhecer rostos

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A doença é bilateral, ou seja, afeta ambos os olhos. No entanto, geralmente essa perda é assimétrica, com um dos olhos mais afetado que o outro. Os pacientes começam a ter dificuldades com as tarefas cotidianas, que pioram com o tempo. Aqueles que desenvolvem a forma hemorrágica podem apresentar perdas agudas e graves de visão.

Muitas vezes as pessoas não se preocupam com os sintomas, pois acham que perder gradativamente a visão faz parte o envelhecimento, o que não é verdade. Toda a perda de visão deve ser investigada, principalmente quando se inicia ou se acentua na terceira idade.

DIAGNÓSTICO DE DMRI

O diagnóstico é feito por meio do exame clínico do paciente.

  • Consulta Oftalmológica Completa
  • Medida da Acuidade Visual
  • Exame de Microscopia Especular
  • Exame de Mapeamento de Retina
  • Exame do Fundo do Olho: esse exame consegue detectar precocemente diversos tipos de doenças como glaucoma, DMRI, tumores na retina, diabetes, pressão alta, sífilis, lúpus, citomegalovírus e até a presença de parasitas no corpo.
  • OCT (Tomografia de Coerência Óptica): esse exame permite estudar a retina (segmento posterior) e o segmento anterior do olho nomeadamente a córnea, a câmara anterior, a iris e o cristalino, efetuando diversos cortes seccionais da estrutura a estudar. O teste identifica as áreas de desgaste da retina, espessamento ou inchaço, que são causadas por acúmulo de fluido do vazamento dos vasos sanguíneos sob a sua retina.O OCT também é muitas vezes usado para ajudar a monitorar a resposta da DMRI aos tratamentos.

NOVOS TRATAMENTOS – INJEÇÕES INTRAOCULARES

Uma das formas de tratamento para os casos mais avançados de DMRI ou Degeneração Macular Relacionada à Idade – quando o paciente já observa uma mancha escura no centro da visão – é a aplicação periódica de injeções intraoculares de medicamentos Anti-angiogênicos.

O uso de medicamentos Anti-angiogênicos ou anti-VEGF, via injeção intraocular ou intravítrea, trouxe uma nova perspectiva para o tratamento de algumas patologias nos últimos anos. Dentre as medicações disponíveis na literatura médica podemos citar: Ranibizumabe (Lucentis ®) e Aflibercept (Eylea®). Outra droga chamada Bevacizumabe (Avastin®), também usada “off-label” no tratamento da DMRI neovascular, tem mostrado bons resultados.

Há alguma restrição para a injeção deste medicamento intraocular?
A grande maioria dos pacientes que sofrem da forma avançada de DMRI pode ser submetida ao tratamento. A única exceção refere-se àqueles pacientes com infecções oculares do tipo blefarite e conjuntivite. Essas situações, no entanto, são raras, e uma vez controlada a infecção, o tratamento intraocular pode ser instituído.

Que cuidados o paciente deve ter antes do procedimento?
Apenas jejum de 2 horas.

Como se dá a preparação do paciente antes da aplicação?
Ele deve chegar ao hospital 30 minutos antes do horário marcado, para a dilatação da pupila. Já na sala cirúrgica, é pingado um colírio anestésico no olho. O procedimento dura cinco minutos e a injeção intraocular é absolutamente indolor. Após a injeção da medicação intraocular, o paciente permanece deitado por mais alguns minutos. Depois, pode se levantar e ir para casa diretamente, podendo voltar a se alimentar logo em seguida.

Quais são as técnicas existentes para a realização do tratamento?
A técnica é uma só, a diferença está na escolha da medicação.

Qual o tempo de duração do procedimento?
O procedimento dura 15 minutos, o mesmo tempo necessário para se realizar uma cirurgia de correção de miopia com laser. Na verdade, o maior tempo é gasto com a preparação do material, que é feita seguindo todas as normas de assepsia e antissepsia utilizadas em cirurgias oculares, como catarata, por exemplo.

Há algum tipo de complicação que possa surgir durante a aplicação?
A complicação que pode surgir, embora pouco frequente, é o aparecimento de uma pequena coleção de sangue próximo ao olho em que foi feito o procedimento. Mas essa mancha vermelha é externa ao olho e desaparece sozinha após poucas semanas. Complicações mais graves, como descolamento de retina ou infecção ocular, são muito raras e bastante minimizadas quando a técnica cirúrgica e os cuidados com assepsia e antissepsia são seguidos à risca.

Quanto tempo após a injeção o paciente pode retomar suas atividades normais?
Já no dia seguinte. Exercícios físicos intensos podem ser realizados depois de uma semana, mas caminhadas e exercícios leves são liberados a partir do terceiro dia após a cirurgia.

Que cuidados especiais o paciente deve ter após realizar o tratamento?
Pingar colírio antibiótico durante três dias e observar o período para retornar à realização de exercícios físicos.

Para mais informações, marque uma consulta com a Dra. Andressa Guimarães
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Consultas regulares evitam complicações.

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